23
Jun
08

as minhas aventuras como júri

Pela segunda vez fiz parte do Júri do Encontro de Estátuas Vivas, que já vai na sua XII edição, anual, pelo que, suponho, que entretanto, algumas tenham morrido ou atingido o Nirvana. Basicamente, existem 4 tipos de “estátuas”, a saber: os “The Flintstones” ou “Ramblas”, que procuram recriar na perfeição o modelo clássico, de pedra ou de metal, com mais ou menos patine, pedestral e recorrem a técnicas de imobilismo capazes, mesmo, de atrair pombos; o Grupo de Teatro, que embora se inspirem em modelos clássicos, não resistem aos figurinos e slogans de intervenção, sofrem de varizes e, por isso mesmo, de vez em quando soltam grandes gestos dramáticos de espantalho; os ”Performers”, ou Imobilismo Crítico, que optam por uma alternativa entre um gajo parado tás a ver, um ou dois minutos, e a dança, uma coceira que reage ao tilintar de Euros; os NABOA, que procuram uma posição cómoda, de preferência deitada, de barriga para baixo, tomam um Xanax e deixam o tempo passar.

Classificar e premiar esta gente é fácil.

Difícil, foi constactar que, na verdade, quem merecia ser premiado, não era nenhuma das “estátuas”, mas o trio que estava no público a assistir à entrega dos prémios. Não sei quem são, mas juro que esta imagem me vai perseguir, até morrer. Há lá mais expressão plástica, imobilismo e originalidade?


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