Devo explicar que o recente lapso na publicação de posts se deve a uma razão: eu sou, por formação, um Genérico. É por isso que, depois de ter escapado vivo da morgue de San António, onde, descobri, mais tarde, se traficavam orgãos e membros humanos para realizar efeitos especiais de filmes mexicanos, independentes e de baixo orçamento (cf. Robert Rodriguez), me vi obrigado a interromper a preparação de um PowerPoint sobre como reciclar os cerca de 6.000 satélites artificiais lançados desde 1957 para a atmosfera, aceitando o convite da FUNAI para subir a “grande serpente” e contactar a tribo que José Carlos Meirelles Júnior, fotografou do ar, em 29 de Maio de 2008, no Estado do Acre, junto à fronteira com o Perú. Acontece que, por uma questão de manter o seu protagonismo, esse senhor aconselhou-me um guia local que não foi suficientemente convincente, ao desenhar-me um cãozinho verde, de cauda comprida e sorriso rasgado, tendo eu acordado sem metade da minha perna esquerda, no dia seguinte a um monumental rodízio na selva, ao luar, na margem do Amazonas, na véspera de encontrar a agulha no palheiro, que neste caso é o mesmo que dizer Índios e palhotas.

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