Está um calor insuportável, o ar-condicionado saí de uma lata ferrugenta que não arrefece nem uma garrafa de Coca-Cola. Debruço-me no parapeito da varanda e conto as pingas de suor que me escorrem pelo nariz e caem num monte de jornais. Observo os neons da vizinhança: Cactus Sandwich, Gringo Nights, Cheap Piazza...
Sirenes! A bófia vem para esta zona. Sofro de Homicide Effect Síndrome, crónico, saltei da varanda e corri na direcção do alarido, até ao O´Mailleys Bar. O dono do Bar, disseram-me, era um emigrante irlandês, casado, tinha uma filha Siobhan, especialista em tirar as melhores cervejas de San António, Texas, USA. O´Mailley não podia adivinhar que um rapaz alto, magro e bem parecido desatasse aos tiros e à navalhada, matando, esquartejando e decapitando, brutalmente, todos os que entraram naquela coreografia sangrenta: Miss e Mr. Holmes, Mr. Brookes, Vincent West um homem gordo, Jerry Bellows, Henry Davenport e Kathleen Carpenter, recentemente divorciada.
A única testemunha foi Nick Cave, um cantor australiano, de passagem, que combinou com seu amigo Shane MacGowan, um irlandês, encontrar-se para beberem umas Guinness. Enquanto esperava, Nick, foi ao WC para se chutar com heroína. A droga salvou-lhe a vida. Nick daria o seu testemunho em Tribunal tocando uma canção. (Sessão 1 Sessão 2 e Depoimento Final)




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